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Prevenção de risco para a sustentabilidade da mineração

Por Christopher_Boswell, de envatoelements Por Christopher_Boswell, de envatoelements

Empresas devem agir além da nova lei de barragens.

Recentemente, o diretor geral da Agência Nacional de Mineração (ANM) enviou um ofício ao Ministério da Economia relatando que as restrições orçamentárias têm prejudicado as atividades de fiscalização e podem comprometer fortemente o futuro do órgão. O problema é antigo: em relatório de 2017, a agência já havia admitido falta de recursos para a realização de vistorias presenciais.

A principal incumbência da ANM inviabilizada pelo corte de verba é fiscalizar, por meio de análises técnicas, o cumprimento de regulamentos que garantem a segurança das barragens de rejeitos. Trata-se de uma função importante, especialmente porque, em relatório publicado no fim de agosto, a Agência Nacional de Águas (ANA) aponta que o Brasil tem 156 barragens em situação crítica, corroborando a nova lei sancionada na última semana que estabelece multa de até R$ 1 bilhão para as mineradoras.

Embora o setor de mineração, pela natureza da atividade, tenha uma lente voltada a práticas de gestão ambiental, os eventos ocorridos nos últimos anos revelam que os esforços na prevenção precisam avançar. Especialmente em um momento em que a fiscalização, pelos motivos supracitados, se tornará cada vez mais ineficiente, à alta gestão das empresas cabe implementar a análise e prevenção de riscos como elementos fundamentais para as suas mais variadas decisões, para além das exigências jurídicas e regulamentares.

O setor já tem à disposição tecnologias avançadas, que, embora não sejam todas obrigatórias, permitem analisar e monitorar riscos com antecedência suficiente para que sejam implementadas medidas preventivas. Modelagens em três dimensões, instalação de instrumentos geotécnicos, entre outros, são alguns dos recursos que podem ser utilizados. Mas, para que isso ocorra, é fundamental fortalecer a cultura da prevenção na mineração.

Entender a prevenção de risco não como um gasto, mas como investimento, é, acima de tudo, agir com responsabilidade social. Mas não só. Mudar o mindset sobre o assunto evita estragos à reputação e à sustentabilidade do negócio. Ademais, fortalece o setor, mantendo-o na mira de grandes investidores e fundos internacionais, que cada vez mais se interessam pelos princípios socioambientais e de governança ESG (Environmental, Social and Governance) e deixam de fazer investimentos vultosos em setores cuja gestão do negócio não se adéqua a esses pilares.

O setor, a população e os investidores querem barragens livres de riscos iminentes. Felizmente, as altas gestões da mineração têm competência, tecnologia e o estímulo do mercado internacional para incorporar a prevenção de risco à agenda, independentemente das ações de fiscalização.

 

Fonte: Site O Tempo

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