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Indústria e transportes podem zerar emissões em 40 anos, aponta Irena

Imagem: aarrows, de envatoelements Imagem: aarrows, de envatoelements

As emissões da indústria pesada e do setor de transportes podem ser zeradas nos próximos 40 anos, até 2060, com investimentos em aumento da eficiência energética, eletrificação, produção de aquecimento e combustível a partir de fontes renováveis, além da compensação de emissões com a remoção de CO2 da atmosfera.

A avaliação faz parte de relatório pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), que indica que apenas sete setores da indústria e mais o setor de transporte vão responder por 38% das emissões globais de CO2 em 2050, se nada for feito.

Os setores identificados como os maiores vilões das emissões globais pela Irena são a indústria siderúrgica de ferro, aço e alumínio, petroquímica e produção de cimento e cal. No setor de transporte, as maiores emissões estão no frete rodoviário, aviação e transporte marítimo.

De acordo com a agência, as sete áreas da economia devem representar também 29% do uso final de energia no mundo caso medidas de redução de recursos não sejam aplicadas, o que a agência reconhece que demandaria “mudanças grandes e imediatas” nas práticas dos setores.

“Soluções de energia renovável para cada um desses setores estão disponíveis e podem desempenhar um papel muito maior do que o assumido anteriormente,  aponta a divulgação prévia do relatório, que será lançado somente em 21 de setembro.

A agência afirma ainda que as transformações nessas cadeias de produção são essenciais para limitar o aumento da temperatura global em até 1,5 º celsius, o limite para evitar a catástrofe climática, assinado por quase 200 países no Acordo de Paris.

Para a Irena, o alerta incluído no seu relatório Reaching Zero with Renewables (Chegando a zero com energias renováveis, em tradução livre) deve ser lido como uma mensagem sobre a necessidade de formuladores de políticas públicas e investidores do setor privado manterem o foco “na busca de um caminho que amplie as poucas opções consistentes” para atingir a redução de emissões e não se distraírem com medidas parciais ou ineficientes.

fonte: EPBR, escrita por Guilherme Serodio

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